Balneário Castrejo de Pena Grande

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Planta:

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Sobre a cultura castreja: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_castreja

Ver também:

Artigo de Armando Coelho Ferreira da Silva, do Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto:

 

 

Descoberto em finais da década de setenta do século XX, este balneário da Idade do Ferro encontra-se situado na área intramuros de um castro de pequenas dimensões, implantado num dos sopés do Monte do Facho, nas proximidades da Citânia de Roriz.
Os compartimentos estruturantes deste monumento apresentam-se distribuídos de forma bastante aproximada à de outras construções castrejas com a mesma funcionalidade balnear. A zona do forno, de planta semicircular, foi edificada com falsa cúpula, enquanto a câmara, propriamente dita, apresenta planta rectangular, e foi construída com lajes de assinaláveis dimensões, polidas e trabalhadas nas suas faces internas. Esta divisória possui uma cobertura em forma de mitra. Este complexo é, ainda, composto de uma antecâmara, de planta subrectangular, cuja arquitectura é semelhante à da divisão anterior, embora já não sejam visíveis as lajes que corresponderiam à respectiva cobertura. É nesta parte do balneário que se observa a existência de bancos corridos ao longo dos alçados de maior comprimento.
Uma estela, eventualmente pertencente ao grupo da conhecida “Pedra Formosa”, serviria de passagem para a câmara, como parece indicar a presença de uma abertura nas suas faces. Esta pedra apresenta motivos decorativos nas partes superior e anterior, que nos remetem para o universo da gramática decorativa castreja. Uma outra laje, com um orifício de assinaláveis dimensões, parece estabelecer a ligação com um átrio, do qual se encontraram alguns vestígios.

[AMartins]

http://www.patrimoniocultural.pt

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